Eu estudei um pouquinho de Astrologia (mesmo pouquinho), e nunca mais consegui olhar para as coisas da mesma forma, muito menos para mim. Mas não vejo tudo através da lente da Astrologia, que também pode servir para nos desculparmos ou controlarmos as coisas. Há quem diga que quem acredita "nestas coisas" é fraco ou é maluco ou completamente "freak". Eu acredito em muitas outras coisas, algumas nem vou dizer, mas entre elas estão vidas passadas e reencarnação. E acredito nelas não porque precise de acreditar desesperadamente em algo, mas porque nunca percebi nada do que me acontecia a mim, aos outros e ao mundo baseando-me apenas no acaso e na sorte... e porque é muito triste passarmos a vida a culpar os outros e as circunstâncias por aquilo que nos acontece e achar que somos frutos do nada, que nascemos por nascer e andamos cá por andar, mas cada um sabe de si, a mim também me acontece, tantas vezes, sentir isto... Eu, com essa tendência bem impregnada (ainda hoje se acordo mal-disposta acho instintivamente que a culpa é da vizinha que fez barulho de manhã), não passo um dia sem me tentar melhorar como pessoa, e em alguns momentos percebo que a única coisa a fazer é chorar coisas que foram acontecendo, celebrar outras...
O "problema" é que olho à minha volta e vejo apenas uma ou duas pessoas verdadeiramente espirituais (a espiritualidade - a verdadeira - é, para mim, [opinião pessoal, entenda-se], o único caminho possível, porque permite todas as variantes mais benéficas de comportamento), daquelas que não são espirituais por curriculum, mas porque são verdadeiramente boas e se questionam e tentam mudar-se a elas mesmas e não andam a pregar o peixe para encher o próprio ego e o dos outros. Mas...se ainda me revolto com o que os outros fazem, dizem ou são, isso é contraproducente para a minha proposta de vida, para aquilo que desejo para mim e para a minha filha. É estúpido, eu sei...
Então com ela consegui ir fazendo aquilo que não consegui ainda noutras áreas de vida (a profissional por exemplo), que foi mostrar-lhe que mesmo quando as pessoas parecem más, têm um lado bom; falar bem de quem fala mal de nós; ensiná-la a rir quando está a fazer uma birra; explicar-lhe que não basta pedir coisas ao anjo da guarda, é preciso ser boa pessoa, todos os dias; escolher bem os amigos e afastar-se de pessoas que não a tratam bem, tanto quanto possível; enfrentar as situações mais chatas sem as adiar; não viver de aparências e perceber bem aquilo que quer e como o conseguir; saber que nasceu fruto de amor; ter a noção que para contar com os outros é preciso saber estar lá para eles sem que eles tenham sempre de nos pedir; dar graças pelas coisas que temos e saber o valor de cada uma delas. Gostava de conseguir fazer mais isso comigo mesma, de forma irrepreensível, todos os dias. Acho que este é o meu maior objetivo de vida. Acredito que vou conseguir .
O "problema" é que olho à minha volta e vejo apenas uma ou duas pessoas verdadeiramente espirituais (a espiritualidade - a verdadeira - é, para mim, [opinião pessoal, entenda-se], o único caminho possível, porque permite todas as variantes mais benéficas de comportamento), daquelas que não são espirituais por curriculum, mas porque são verdadeiramente boas e se questionam e tentam mudar-se a elas mesmas e não andam a pregar o peixe para encher o próprio ego e o dos outros. Mas...se ainda me revolto com o que os outros fazem, dizem ou são, isso é contraproducente para a minha proposta de vida, para aquilo que desejo para mim e para a minha filha. É estúpido, eu sei...
Então com ela consegui ir fazendo aquilo que não consegui ainda noutras áreas de vida (a profissional por exemplo), que foi mostrar-lhe que mesmo quando as pessoas parecem más, têm um lado bom; falar bem de quem fala mal de nós; ensiná-la a rir quando está a fazer uma birra; explicar-lhe que não basta pedir coisas ao anjo da guarda, é preciso ser boa pessoa, todos os dias; escolher bem os amigos e afastar-se de pessoas que não a tratam bem, tanto quanto possível; enfrentar as situações mais chatas sem as adiar; não viver de aparências e perceber bem aquilo que quer e como o conseguir; saber que nasceu fruto de amor; ter a noção que para contar com os outros é preciso saber estar lá para eles sem que eles tenham sempre de nos pedir; dar graças pelas coisas que temos e saber o valor de cada uma delas. Gostava de conseguir fazer mais isso comigo mesma, de forma irrepreensível, todos os dias. Acho que este é o meu maior objetivo de vida. Acredito que vou conseguir .


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